Equipe ABS-Rio

Em recente artigo no site VINEPAIR, a chief executive officer da Krug coloca em cheque a noção de se beber champagne em taças do tipo flute. Segue uma tradução livre do referido artigo, cujo original pode ser encontrado em https://vinepair.com/booze-news/champange-flute-versus-glass/:

Produção: Andrew Thomas / @andysthomas
Atualizado em 2017-09-11

Taças podem realçar ou prejudicar a experiência de se beber. Quando se trata de Champagne, a personificação do luxo, beber na taça correta é crucial se você quiser desfrutar do seu espumante. Não é qualquer taça que vai permitir esse desfrute, segundo a CEO da Krug, Maggie Henriquez.

“Não use flutes,” disse Henriquez de acordo com a publicação Drinks Business. “Veja, usar uma flute é como ir a um concerto com plugues de ouvido – você não vai desfrutar do que está dentro da taça, porque um bom Champagne antes de qualquer coisa é um bom vinho.”

A afirmativa relembra a analogia com o bife bem passado. Um filé tostado não permite que se deguste o bife, da mesma forma que uma flute com Champagne não permite você desfrutar dos aromas e dos sabores do vinho. Segundo os experts, a natureza estreita da flute impede a expressão plena dos aromas do Champagne. Cientificamente, isso faz sentido.

Quando o oxigênio interage com o vinho, diferentes reações químicas ocorrem, que vão afetar os sabores e aromas do vinho ao longo do tempo. Típicas taças de vinho branco são bem mais largas do que flutes para champagne, expondo uma mais ampla superfície, e em consequência expondo o vinho a mais oxigênio. Daí a frase “deixando o vinho respirar.” Isto é que Henriquez quer dizer quando ela afirma que Champagne é um tipo de vinho, significando que a variedade espumante tem características químicas dinâmicas similares àquelas do vinho tinto ou branco quando em contato com o oxigênio.

Assim, para uma próxima celebração, uma taça universal de vinho poderá ser o caminho a seguir, principalmente se seus convidados forem sommeliers e/ou executivos de Champagne. Henriquez reforça o raciocínio dizendo: Por que ir ao concerto se você não consegue ouvir a música?